segunda-feira, 16 de abril de 2012

Céu e Mar

Luna e Júlia
Acho que minha caixa de sonhos secou. É vazio o mundo nos olhos comuns, quero a explosão de beleza que outrora era cotidiano em dias tristes, felizes e até aos domingos.
Não há mais certeza na minha voz, meus olhos ja não são convictos e atenciosos como antes. Todo o meu corpo agora treme de medo, uma fobia aguda dessa ditadura de lembranças que esmaga todas as minhas sensações, cheiros, cores e músicas, nada me vem. Viver como os outros; o pior castigo. Saber das pessoas a verdade e não reparar nas mãos... 
Estou cada dia mais seco, esperando que junto aquela lua e mar me venha a luz de volta aos olhos, coloca-las em meus braços e sentir o calor da vida de novo. Espero.

Eu ando repetindo muito aos meus: "estou ficando velho". Sem me dar conta de que estava mesmo era ficando VAZIO.

terça-feira, 20 de março de 2012

Tudo é Distância


Tudo é distância,
ou perto, ou longe.
saudade, saco cheio
partida, chegada
cabelos.
do cigarro, os dedos.
do grito, a paciência.
Tudo é distância.

Silas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

na pracinha com Sartre.

Não adianta procurar os erros neles nem em nós, o erro é uma escolha na qual não se percebeu a qualidade do resultado. Abrir os olhos para dentro a procura da verdade, de quem somos e quais nossas capacidades anula a ideia de erro, pois esta está estreitamente ligado a falta de habilididade de ver longe, dentro.


Como aceitar a ideia paradoxal que nos é jogada na cara, de que devemos tolerar as diferenças se ao mesmo tempo nos dizem pra ser melhor que os outros? o mais sensato e feliz não seria sermos o melhor de sí?


Só então você percebe o quanto é tolo nosso julgamento. Eu te digo então Jean Paul Sartre, que o inferno não são os outros, somos nós quando não reconhecemos nos outros um nós em outro universo.


"Eu e eu buscando um ponto de equilibrio..." Mato Seco




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